Ela foi um dos temas mais falados no segundo EBAI. Vários palestrantes salientaram a importância da pesquisa no processo de Arquitetura de Informação e Design centrado no usuário, afinal, de acordo com Philip Rhodes, da Fhios, para que serve um produto se ele não é útil para seu público-alvo?
Aliás, o inglês fez questão de frisar que em sua empresa – a Fhios, com sede na Inglaterra e mais três escritórios (em São Paulo, em Paris e em Cingapura) – há um departamento inteirinho só de pesquisadores e, detalhe, todos doutores ou mestres!
Um pouco menos “departamentalizada”, Flavia Miranda, que apresentou o case de redesenho do site Ego, da globo.com, junto com Thadeu Morgado, também aplica a pesquisa com seus usuários. “Conforme fazíamos determinada funcionalidade, íamos no departamento ao lado, como o RH, por exemplo, e testávamos com o usuário”, disse Flavia, referindo-se ao processo de desenvolvimento do novo portal.
Luiz Agner, que fez um estudo profundo sobre a experiêcia do usuário com o portal do IBGE, atestou que não há como fazer AI sem pesquisa. Em sua pesquisa, Agner gravou e filmou toda a ação de internautas executando determinadas funções. O trabalho pôde comprovar que o site governamental é difícil e mau organizado. E a boa notícia é que IBGE já está tomando providências quanto a algumas dessas percepções dos usuários.
Como disse Roosevelt, do UOL, “contra números não há argumentos”. Eu iria mais longe e diria “contra a percepção do usuário não há argumentos”. Pesquisemos, Arquitetos de Informação!

