Julho 1, 2009...12:50 pm

Cada um com a sua dor

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triste

Tenho muitos defeitos. Uma porção deles. Mas, acho que uma de minhas grandes virtudes é saber identificar esses defeitos e ir atrás de curá-los. Afinal, se não os tivesse, não estaria aqui, nesse mundo de expiações. Estaria em mundos beeeeem mais tranquilos e com pessoas mais evoluidas.

E hoje em dia eu raramente aponto as falhas das pessoas, sobretudo daquelas que eu não conheço o histórico de vida, não sei pelas coisas que já passou e nem de suas lutas internas para melhorar o que não lhes é tão positivo.

E é exatamente por isso que eu fico tão brava quando uma pessoa que eu não considero amigo, que não sabe 1/3 da minha vida e dos sofrimentos que eu passei, nem pela trajetória que eu sigo para melhorar os meus defeitos, vem me dizer que “eu deveria trabalhar isso internamente em mim”.

Santo Deus! Como as pessoas são absurdas! Porque não olham para os seus próprios problemas? Porque não percebem que, como eu, elas também têm defeitos e, ao invés de vir apontar os meus deviam é trabalhar os seus.

A minha vontade era de falar tudo o que nessa pessoa me incomoda. Que são defeitos diferentes dos meus, mas também defeitos. Mas, não, não acho que eu tenha intimidade suficiente para lhe dizer o que ele deve trabalhar internamente ou não. Não sei do seu passado, não sei o que lhe fez ter essas feridas e não sei o quanto lhe doi ter que caminhar com elas. Então, para que apontar o que machuca?

Enfim, eu sigo – sim – trabalhando meus defeitos, muito mais do que essa pessoa [que só me conhece há poucos meses] imagina. Luto diariamente contra minhas feridas mortais e tenho embates profundos com meus fantasmas. Que pena que ainda o meu lado negativo esteja chamando mais a atenção dele do que minhas coisas positivas. Que pena mesmo!

1 Comentário

  • ema, ema, ema, cada um com os seus dilemas, ou seria problemas? realmente, é complicado. O M.J. por ex., apanhava do pai. Viveu cercado de abutres.
    É muito difícil tentar dizer: “ah mas se fosse eu, no seu lugar”. Somos únicos, assim como nossas histórias. O esquema é ir ao cinema e ver o meu filme. Ninguém sabe o duro que dei.


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