<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Glauciana Nunes</title>
	<atom:link href="http://glauciananunes.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://glauciananunes.wordpress.com</link>
	<description>Veja o que eu vejo do mundo</description>
	<lastBuildDate>Thu, 05 Nov 2009 19:17:33 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<cloud domain='glauciananunes.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://www.gravatar.com/blavatar/8cb64953ff668c8566874f0150b88507?s=96&#038;d=http://s.wordpress.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Glauciana Nunes</title>
		<link>http://glauciananunes.wordpress.com</link>
	</image>
			<item>
		<title>Tristes eles</title>
		<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/05/tristes-eles/</link>
		<comments>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/05/tristes-eles/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 19:17:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glauciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas que eu gosto]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[limite]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://glauciananunes.wordpress.com/?p=1274</guid>
		<description><![CDATA[
Eu sempre escuto as pessoas falarem &#8220;estou presa a um relacionamento falido&#8221;, &#8220;não tenho filhos porque não quero me prender&#8221;, &#8220;com fulano eu não tinha liberdade&#8221; e tantas outras frases nas quais as palavras prisão e liberdade sempre estão no meio.
E fico me perguntando: porque os relacionamentos significam falta de liberdade para algumas pessoas?
Será que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1274&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/11/casal.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1275" title="casal" src="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/11/casal.jpg?w=500&#038;h=324" alt="casal" width="500" height="324" /></a><br />
Eu sempre escuto as pessoas falarem <em>&#8220;estou presa a um relacionamento falido&#8221;</em>, <em>&#8220;não tenho filhos porque não quero me prender&#8221;</em>, <em>&#8220;com fulano eu não tinha liberdade&#8221;</em> e tantas outras frases nas quais as palavras <em>prisão </em>e <em>liberdade</em> sempre estão no meio.</p>
<p>E fico me perguntando: porque os relacionamentos significam falta de liberdade para algumas pessoas?</p>
<p>Será que porque elas têm uma visão distorcida de liberdade? Será que porque só encontraram companheiros opressores durante a vida? Será que porque se freiam de fazer coisas e culpam o outro?</p>
<p>Realmente não sei a resposta, mas sinto algo estranho dentro de mim quando ouço falarem dessa forma. Até acho que em algumas situações exista mesmo essa falta de liberdade tão queixada. Há inúmeros casos de namoros e casamentos baseados na possessividade, no ciúme excessivo e até na poda da personalidade alheia. Eu mesma, no início de meu relacionamento, cheguei a sufocar meu Presente com cenas e atitudes possessas.</p>
<p>Há também situações mais graves, quando não só a liberdade do outro é tolhida, mas também o respeito deixa de existir. Quando a violência verbal impera e, quiçá pior, quando evolui para a física. Chegado nesse ponto, as pessoas não se toleram mais. Só veem uma forma de atingir o outro.</p>
<p>E aí vem a pergunta-chave: porque, então, não se separam?</p>
<p>Oras bolas, para mim é muito óbvio. Se duas pessoas se escolhem para ficar junto, para viver uma vida lado-a-lado, para compartilhar experiências, para formar uma família [ou não, porque ter filhos não é obrigatório entre os casais, em minha opinião, desde que isso seja de comum acordo entre ambos], se firmaram o compromisso voluntário de se relacionarem no amor, porque é tão difícil desfazer esse acordo quando ele não estiver mais sendo saudável a elas?</p>
<p>Sim, eu sei que estou sendo prática e utópica demais aqui. Talvez por nunca ter sofrido muito no amor e ter tido a sorte de encontrar o homem da minha vida aos 19 anos. Não quero parecer pedante, longe disso, só gostaria de tentar encontrar respostas que pudessem servir a tantas pessoas que eu amo e que vejo presas nessas prisões sem grades.</p>
<p>Sei que há muitas questões envolvidas, como a dependência &#8211; em muitos casos não só emocional, mas também financeira -, o apego à companhia do outro -<em> &#8220;se ele, mesmo ruim, não estiver mais ao lado, quem ocupará esse vazio?&#8221;</em> -, o medo da solidão &#8211; <em>&#8220;ruim com ele, pior sem ele&#8221;</em>, já que encarar a si próprio doi bastante e conviver com você mesmo, sem a bengala de jogar a culpa no outro, é bem complexo, cá entre nós.</p>
<p>Entretando, continuar se apoiando nesses subterfúgios e levar uma relação adiante por outros motivos que não o amor, a motivação de estar junto e o desejo sincero de compartilhar uma vida, é covardia. Isso, sim, covardia. Porque, amigos, não vejo pessoas presas ao pé da mesa, acorrentadas ao amor doentio do outro. A decisão de sair ou não da tal prisão, neste caso, está única e exclusivamente nas nossas próprias mãos.</p>
<p>Ok, eu sei eu sei que é muuuuuuito difícil romper relacionamentos. Entretanto, culpar o outro por sua falta de liberdade, por estar perdendo coisas na vida é, em minha visão, muito pior. Tristes aqueles que vivem nesse pesadelo. Tristes.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/glauciananunes.wordpress.com/1274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/glauciananunes.wordpress.com/1274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/glauciananunes.wordpress.com/1274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/glauciananunes.wordpress.com/1274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/glauciananunes.wordpress.com/1274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/glauciananunes.wordpress.com/1274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/glauciananunes.wordpress.com/1274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/glauciananunes.wordpress.com/1274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/glauciananunes.wordpress.com/1274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/glauciananunes.wordpress.com/1274/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1274&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/05/tristes-eles/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c729b88d93280eef2f0e5eea258da76b?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">glauciana</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/11/casal.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">casal</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Também sou como ela</title>
		<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/05/tambem-sou-como-ela/</link>
		<comments>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/05/tambem-sou-como-ela/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 17:25:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glauciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas que eu gosto]]></category>
		<category><![CDATA[riso]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[audição]]></category>
		<category><![CDATA[olfato]]></category>
		<category><![CDATA[paladar]]></category>
		<category><![CDATA[fala]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://glauciananunes.wordpress.com/?p=1270</guid>
		<description><![CDATA[
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1270&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/11/mulher.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1271" title="mulher" src="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/11/mulher.jpg?w=500&#038;h=275" alt="mulher" width="500" height="275" /></a></p>
<p>Quando nasci um anjo esbelto,<br />
desses que tocam trombeta, anunciou:<br />
vai carregar bandeira.</p>
<p>Cargo muito pesado pra mulher,<br />
esta espécie ainda envergonhada.</p>
<p>Aceito os subterfúgios que me cabem,<br />
sem precisar mentir.</p>
<p>Não sou feia que não possa casar,<br />
acho o Rio de Janeiro uma beleza e<br />
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.</p>
<p>Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.<br />
Inauguro linhagens, fundo reinos<br />
— dor não é amargura.</p>
<p>Minha tristeza não tem pedigree,<br />
já a minha vontade de alegria,<br />
sua raiz vai ao meu mil avô.</p>
<p>Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.<br />
Mulher é desdobrável. Eu sou.</p>
<p><em><strong>Com Licença Poetica &#8211; Adélia Prado.</strong></em></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/glauciananunes.wordpress.com/1270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/glauciananunes.wordpress.com/1270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/glauciananunes.wordpress.com/1270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/glauciananunes.wordpress.com/1270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/glauciananunes.wordpress.com/1270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/glauciananunes.wordpress.com/1270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/glauciananunes.wordpress.com/1270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/glauciananunes.wordpress.com/1270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/glauciananunes.wordpress.com/1270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/glauciananunes.wordpress.com/1270/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1270&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/05/tambem-sou-como-ela/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c729b88d93280eef2f0e5eea258da76b?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">glauciana</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/11/mulher.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">mulher</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Ela me ensinou o que é o amor</title>
		<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/03/ela-me-ensinou-o-que-e-o-amor/</link>
		<comments>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/03/ela-me-ensinou-o-que-e-o-amor/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 13:56:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glauciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas que eu gosto]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[limite]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[sentido]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://glauciananunes.wordpress.com/?p=1266</guid>
		<description><![CDATA[
Não precisei ir lá na Índia, tão longe, cruzando o oceano, para sentir um pouco da dor que carregam as viúvas. Vivi com uma boa parte da minha vida, que preservava aquela dor ali, intacta, como se ela nunca mais fosse capaz de sair de dentro de si. E talvez nem tenha saído mesmo.
Ela, Otília [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1266&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/11/cor.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1267" title="cor" src="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/11/cor.jpg?w=500&#038;h=274" alt="cor" width="500" height="274" /></a><br />
Não precisei ir lá na Índia, tão longe, cruzando o oceano, para sentir um pouco da dor que carregam as viúvas. Vivi com uma boa parte da minha vida, que preservava aquela dor ali, intacta, como se ela nunca mais fosse capaz de sair de dentro de si. E talvez nem tenha saído mesmo.</p>
<p>Ela, Otília Ferreira do Carmo, linda, 28 anos, feliz, mãe de três filhos, dona-de-casa, como toda boa esposa do interior do Paraná, na década de 40. Ele, alto, magro, bonito, plácido, Jaime Araújo do Carmo, alguns anos apenas mais velho que ela. Pai, agricultor, marido de Otília há 10 anos.</p>
<p>Os filhos, três: Maria 10 anos, Lucas 8 e Leila 5. Crianças normais, felizes, da roça. Pés no chão.</p>
<p>Nesse fim de semana, olhos vivos e coração apertado, escutei a narrativa dessa história triste. A história de uma viúva e seus três filhos. Mais que isso, a história de uma viúva que nunca mais deixou o luto, mesmo que usasse o vestido mais alvo do guarda-roupa.</p>
<p>Logo após o almoço, ele se sentou na cadeira do terreiro em frente à casa, como de costume. Ela, lavando louça e as crianças brincando por ali. Ele, ninando a caçula, no merecido descanso antes de retornar para a lida pesada da lavoura. Ela, admirando o pai zeloso que ele sempre fora. O sol estava alto e ele se foi. Homem trabalhador não deixava de lado suas obrigações diárias. Ela ficou lavando louça e olhando pela janela, com a estranha sensação de que seria a última vez. Sexto sentido de mulher não falha.</p>
<p>Ele caiu, fulminante no chão, sob seu olhar.</p>
<p>No mesmo dia de sua morte, a comadre chegou com a fazenda preta para costurar o seu luto. Sem forças, coração costurado, apenas vestiu o vestido negro, golas altas, pregas soltas, tergal pesado para baixo do joelho e punhos apertando os pulsos. Ficaria assim para a vida toda. Coração em luto.</p>
<p>Sem renda, sem marido, sem condições de criar os três que lhe sobraram, partiu para a casa dos pais, para uma pequena cidade do Paraná, Cornélio Procópio. Enquanto as irmãs, ainda solteiras, costuravam seus próprios vestidos balonês, se pintavam de carmim e passavam a lavanda para a matinê dos bailes de domingo, ela vestia o seu luto e não sorria, pois já tinha nem mais dentes. Todos foram arrancados junto com o amor de seu lado. Não tinha maquiagem nem cor alguma que pudesse fazer com que seus dias pudessem ser mais alegres.</p>
<p>E foi assim por meses a fio. A filha mais velha, Maria, minha madrinha, quem me contou essa história na cozinha apertada do apartamento da minha mãe, nesse último feriado, me passou um pouquinho do que sua mãe vivia:</p>
<p>- &#8220;<em>Era uma tristeza sem fim. Não podia mais continuar daquele jeito, tinha que dar um jeito de se alegrar de novo e ter algum ânimo para cuidar de nós, que não tínhamos mais ninguém além ela</em>&#8221; &#8211; contou-me minha madrinha Maria.</p>
<p>Até que o luto foi encerrado e a camisolona preta foi deixada de lado, não sem antes uma conversa profunda, fechada a chaves, no quarto, com o tio que era padre. Ele foi chamado por sua mãe para que pudesse finalizar a parte do luto e que Otília pudesse se despir daquele peso negro que usou por tantos meses. A tentativa desesperada de arrancar do peito de sua filha mais velha a dor da viúvez precoce. Tentativa vã. Essa tristeza nunca a deixou.</p>
<p>Os meses se passaram, a vida continuou &#8211; como tinha de ser -, Otília e os filhos saíram da casa dos pais e ela começou a lavar e passar as roupas dos médicos cariocas que foram para Cornélio trabalhar na Santa Casa de Misericórdia. Alvejava as vestimentas, como se quisesse deixar sua própria vida branca novamente.</p>
<p>O sustento vinha. Se bem que Otília e as crianças nunca foram desamparados. Talvez fizessem por ela o que o marido sempre fizera em vida. Todos os domingos, com sol ou chuva, Jaime enchia os cestos da charrete com frutas que brotavam de seu pomar e rumava, areias finas, para a cidade. Tirava o domingo para adoçar o dia de suas viúvas. Deixava frutas para aquelas que já não tinham em quem confiar. Como se quisesse garantir o cuidado com sua própria viúva, antecipou o favor para que fosse pago anos mais tarde com sua Otília.</p>
<p>E a vida seguiu seu rumo, Otília foi nomeada funcionária pública da Santa Casa, trabalhou ali durante anos. Os filhos entraram na labuta logo cedo: Maria teve a primeira carteira assinada aos 14 anos. Limpava o SESC para que outras crianças de sua idade pudessem se divertir. Trabalho difícil, mas ela se lembra dele com um sorriso no rosto e brilho nos olhos:</p>
<p>- &#8220;<em>O trabalho era até pesado, mas ali tinha uma radiola, onde colocávamos sete discos, um atrás do outro, e ela ia tocando todos. Eu escolhia os que mais gostava e limpava o chão feliz, escutando música e dançando&#8221; </em>- lembra Maria dessa fase tão boa e tão difícil, ao mesmo tempo, de sua vida.</p>
<p>Otília se abriu para a vida novamente. Abriu seu coração para as pessoas que cruzavam o seu caminho: criou minha mãe e uma outra criança, tia Neide, como se fossem suas filhas. Ela, que já tinha três filhos e não tinha mais marido, viu na criação de mais duas meninas a vida brotar novamente.</p>
<p>O que não brotou nunca mais, em contrapartida, foi o amor por outro homem. Otília morreu, aos 63 anos sem nunca mais ter tocado outro homem. Não se permitiu amar novamente. Não se permitiu viver novamente. Foi mulher de um homem só, manteve os votos do casamento intactos, até quando o tempo quis.</p>
<p>Eu tive a sorte de passar 12 anos da minha vida ao lado dessa mulher forte, guerreira, aprendendo com ela a arte de viver e de ser mulher. Ela, que criou a minha mãe, também dedicou muitos anos de sua vida a mim, quando os filhos já não moravam mais com ela. Que pena que o tempo não me permitiu ouvir essa história pela sua boca. Mas, eu a sentia de alguma forma.</p>
<p>Talvez em seu modo pudico de ver o mundo. Talvez em suas roupas discretas e sem cor. Talvez na maneira recatada de se comportar. Talvez na dor que insistia em bater em seu coração nas noites frias de julho, quando ela juntava sua cama na minha para dormirmos juntas.</p>
<p>Otília foi a mulher mais nobre que eu já conheci em toda minha vida. Que sorte a minha poder ter aprendido com ela a arte de ser mulher e de ser, de alguma forma, feliz.</p>
<p>* <em>Essa história também é, de certa forma, minha, pois eu compartilhei da vida de Otília durante muitos anos. Ela foi a mulher que me ensinou a comer, a andar, a enxergar o mundo. Eu, que mesmo não tenho o seu sangue, tenho o seu sobrenome, entretanto, todos os nomes foram alterados. Não por falta de amor ou respeito, mas por um cuidado necessário para evitar que esse texto tenha o seu objetivo &#8211; que é enaltecer a trajetória dessa mulher &#8211; distorcido.</em></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/glauciananunes.wordpress.com/1266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/glauciananunes.wordpress.com/1266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/glauciananunes.wordpress.com/1266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/glauciananunes.wordpress.com/1266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/glauciananunes.wordpress.com/1266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/glauciananunes.wordpress.com/1266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/glauciananunes.wordpress.com/1266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/glauciananunes.wordpress.com/1266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/glauciananunes.wordpress.com/1266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/glauciananunes.wordpress.com/1266/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1266&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/03/ela-me-ensinou-o-que-e-o-amor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c729b88d93280eef2f0e5eea258da76b?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">glauciana</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/11/cor.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">cor</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Segredos do mar e da vida</title>
		<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/10/21/segredos-do-mar-e-da-vida/</link>
		<comments>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/10/21/segredos-do-mar-e-da-vida/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 17:13:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glauciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas que eu gosto]]></category>
		<category><![CDATA[audição]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[riso]]></category>
		<category><![CDATA[sentido]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://glauciananunes.wordpress.com/?p=1260</guid>
		<description><![CDATA[
Seu Vasco, como é chamado pelos colegas o jangadeiro Vasconcelos, não tem o perfil mais comum do homem alagoano: tem os olhos verdes, tal qual aquele mar que ele veleja diariamente há 7 anos, desde que começou a trabalhar com a jangada, os cabelos de um tom castanho claro e a pele avermelhada, devido ao [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1260&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/10/jangada-4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1261" title="jangada 4" src="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/10/jangada-4.jpg?w=500&#038;h=375" alt="jangada 4" width="500" height="375" /></a><br />
Seu Vasco, como é chamado pelos colegas o jangadeiro Vasconcelos, não tem o perfil mais comum do homem alagoano: tem os olhos verdes, tal qual aquele mar que ele veleja diariamente há 7 anos, desde que começou a trabalhar com a jangada, os cabelos de um tom castanho claro e a pele avermelhada, devido ao sol diário que seu escritório a ceu aberto lhe propõe.</p>
<p>Com 48 anos e se sentindo &#8220;judiado&#8221;, em suas próprias palavras, Seu Vasco já fez muita coisa na vida, incluindo os sete filhos de duas esposas diferentes. E, sem esconder a modéstia de bom cabra nordestino, disse sorrindo encabulado, que &#8220;ainda poderia fazer mais&#8221;, entretanto optou por viver apenas ao lado da terceira mulher, que já tem 44 anos e não consegue mais engravidar.</p>
<p><em>- &#8220;Ter filho é coisa séria. Não dou moleza para os meus meninos, não. Se eles fazem algo que me desagrada, falo uma, falo duas, com energia. Assim, não tem erro&#8221; </em>- disse enfático Seu Vasco, enquanto jogava água na vela da jangada. Segundo ele, aquela água é a gasolina da embarcação, já que faz o tecido ficar pesado e não filtra o vento. O que faz, por consequência, que ela deslize mais rapidamente pelas águas mansas da Pajuçara, praia urbana de Maceió.</p>
<p>Homem conhecedor do mar, Seu Vasco desde os 9 anos de idade já desvenda os segredos das marés. A tradição familiar da pesca o fez homem navegador, que respeita os limites do ofício que escolheu.</p>
<p>- <em>&#8220;Esses barquinhos aí no meio são para pesca. Passamos 5 noites e 4 dias em alto mar, pescando&#8221;</em>, falou todo orgulhoso.</p>
<p>Composto por três pescadores, praticamente não dormem nessas jornadas que fazem a mar aberto. Primeiro pelo espaço reduzido da embarcação, segundo porque devem manter os olhos bem abertos aos perigos que ameaçam a nau, que podem ser desde uma virada da maré até um grande navio vindo em direção ao barco, o que faria todos irem pro fundo.</p>
<p>Aliás, em apenas 20 minutos percorrendo os dois quilômetros que separam as areias da praia de Pajuçara às piscinas naturais próximas da barreira de corais, Seu Vasco nos contou histórias dignas de pescadores experientes.</p>
<p>Lembrou de uma vez que estava no mar, durante essas jornadas pesqueiras, e uma baleia jubarte &#8211; que nos meses de verão vem para as águas quentes daquelas bandas para amamentar os filhotes &#8211; passou levando a corda que segura a âncora do barco. Uma corda quilométrica sendo arrastada pelo mamífero gigante. A narração de Seu Vasco lhe daria a vaga de roteirista de um filme do Steven Spielberg. Sorte dos turistas que não havia um olheiro hollywoodiano por aquelas águas, senão ficariam sem o carisma do jangadeiro. Todos a salvo depois de muito lutar contra a baleia, graças a um dos pescadores que cortou a corda e o animal levou a âncora para seu passeio nas águas do oceano.</p>
<p>Contador de histórias, Seu Vasco cativa o turista e não precisa de esforço para ser simpático. O é por natureza. E desafia as leis da gramática, conseguindo se comunicar até com quem vem de longe para seu litoral:</p>
<p>- <em>&#8220;Aparece muito turista estrangeiro por aqui e a gente dá um jeito de se comunicar. Inventa uma língua nossa. No final das contas, todo mundo se entende&#8221;</em> &#8211; brinca.</p>
<p>Sujeito do mar, homem simples, profundo conhecedor das marés. Seu Vasco passou conosco pouco mais de duas horas &#8211; o período de jangada e enquanto nos esperava brincar nas águas baixas da piscina natural &#8211; mas deixou em nós a lembrança de quem vive a vida de forma muito simples, agradecendo diariamente à Deus o sustento que sai daquelas águas.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/glauciananunes.wordpress.com/1260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/glauciananunes.wordpress.com/1260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/glauciananunes.wordpress.com/1260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/glauciananunes.wordpress.com/1260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/glauciananunes.wordpress.com/1260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/glauciananunes.wordpress.com/1260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/glauciananunes.wordpress.com/1260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/glauciananunes.wordpress.com/1260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/glauciananunes.wordpress.com/1260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/glauciananunes.wordpress.com/1260/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1260&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/10/21/segredos-do-mar-e-da-vida/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c729b88d93280eef2f0e5eea258da76b?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">glauciana</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/10/jangada-4.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">jangada 4</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>“Redes sociais são pessoas conectadas”</title>
		<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/10/07/%e2%80%9credes-sociais-sao-pessoas-conectadas%e2%80%9d/</link>
		<comments>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/10/07/%e2%80%9credes-sociais-sao-pessoas-conectadas%e2%80%9d/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 18:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glauciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquitetura de Informação]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[serviços]]></category>
		<category><![CDATA[usuário]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://glauciananunes.wordpress.com/?p=1256</guid>
		<description><![CDATA[
Pesquisador brasileiro espanta estudantes de comunicação em palestra ao afirmar que twitter, blog e orkut não são redes sociais
Uma abordagem, no mínimo diferente da que se pratica ultimamente &#8211; para não dizer utópica &#8211; foi a palestra sobre redes sociais, ministrada pelo físico e pesquisador Augusto de Franco, na noite de 15 de setembro, no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1256&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/10/redessociais.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1257" title="redessociais" src="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/10/redessociais.jpg?w=400&#038;h=300" alt="redessociais" width="400" height="300" /></a></p>
<p><em>Pesquisador brasileiro espanta estudantes de comunicação em palestra ao afirmar que twitter, blog e orkut não são redes sociais</em></p>
<p>Uma abordagem, no mínimo diferente da que se pratica ultimamente &#8211; para não dizer utópica &#8211; foi a palestra sobre redes sociais, ministrada pelo físico e pesquisador Augusto de Franco, na noite de 15 de setembro, no auditório do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na capital paulista.</p>
<p>O palestrante abriu sua fala explicando o conceito de rede social que defende: &#8220;<em>São pessoas interagindo segundo um padrão de organização de rede distribuída&#8221;</em>. Ou seja, pessoas conectadas já são as redes sociais e não as ferramentas de redes sociais, como twitter, orkut e facebook, de acordo com Franco. Para ele, esses mecanismos são ótimas ferramentas que fazem a articulação de redes: os caminhos e as conexões. Já que, de acordo com o físico, as redes são as próprias pessoas conectadas.</p>
<p>Sendo assim, Augusto mostrou como exemplo o Diagrama de Paul Baran, de 1964, que classifica três redes distintas com as mesmas pessoas, ou seja, com os mesmos indivíduos. Esses três exemplos refletem que existem vários caminhos entre as pessoas em uma rede. As redes são múltiplos caminhos.</p>
<p>Essa afirmação pode ser trazida aos dias atuais para os modelos de hierarquização empresarial e fluxo da informação. Quantos de nós não trabalhamos em empresas que a informação sai de cima e vem para baixo? Ou, então, que a informação sai de cima, se dissemina entre líderes de pequenos grupos em um patamar abaixo e, só depois, chega aos indivíduos desse núcleo? Esse é praticamente o modelo de trabalho que vigora no mundo. Não consigo me lembrar de nenhuma instituição que faça a informação fluir de forma distribuída, sem nenhum ponto de concentração, liderança ou decisão.</p>
<p>Em tese, a <a href="http://escoladeredes.ning.com" target="_blank">Escola de Redes</a>, comunidade criada pelo palestrante, Augusto de Franco, e hospedada no Ning, é um modelo de rede distribuída. A definição dela é a seguinte: &#8220;A Escola-de-Redes não é uma organização hierárquica nem uma articulação centralizada ou descentralizada de instituições ou organizações formais. Em última instância, são “apenas” pessoas, conectadas em rede, que cooperam entre si para desenvolver os temas acima, compartilham voluntariamente seus conhecimentos, divulgam e aplicam os produtos que desenvolveram&#8221;.</p>
<p>Ainda tenho várias dúvidas e precisaria estudar mais profundamente a teoria que é nova. Como o próprio Augusto diz, as redes não são novas, elas existem desde que o mundo é mundo. O que é nova é a teoria de redes. Para tanto, a Escola de Redes, no Ning, é um bom começo. Uma visão bem diferente da que tanto se martela pelo mercado publicitário e comunicacional no mundo, exaltando as &#8220;redes sociais&#8221;. Vale a informação para conhecimento de uma nova vertente teórica.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/glauciananunes.wordpress.com/1256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/glauciananunes.wordpress.com/1256/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/glauciananunes.wordpress.com/1256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/glauciananunes.wordpress.com/1256/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/glauciananunes.wordpress.com/1256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/glauciananunes.wordpress.com/1256/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/glauciananunes.wordpress.com/1256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/glauciananunes.wordpress.com/1256/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/glauciananunes.wordpress.com/1256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/glauciananunes.wordpress.com/1256/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1256&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/10/07/%e2%80%9credes-sociais-sao-pessoas-conectadas%e2%80%9d/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c729b88d93280eef2f0e5eea258da76b?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">glauciana</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/10/redessociais.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">redessociais</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A Internet é mesmo para todos?</title>
		<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/10/05/a-internet-e-mesmo-para-todos/</link>
		<comments>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/10/05/a-internet-e-mesmo-para-todos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 13:47:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glauciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquitetura de Informação]]></category>
		<category><![CDATA[EBAI]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[usuário]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[serviços]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://glauciananunes.wordpress.com/?p=1252</guid>
		<description><![CDATA[
A quarta palestra do 3º EBAI (Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação) me levantou uma questão que ainda preciso coletar mais informações para poder fechar a minha desconfiança. Mas, Ricardo Grandinetti Teixeira, executivo de negócios da FHIOS, salientou uma percepção que vem ao encontro daquilo que eu imagino.
Em sua palestra &#8220;Experiência Empírica de Trabalho Comercial [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1252&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/10/gugle.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1253" title="gugle" src="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/10/gugle.jpg?w=465&#038;h=311" alt="gugle" width="465" height="311" /></a><br />
A quarta palestra do <a href="http://www.congressoebai.org/" target="_blank">3º EBAI</a> (Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação) me levantou uma questão que ainda preciso coletar mais informações para poder fechar a minha desconfiança. Mas, Ricardo Grandinetti Teixeira, executivo de negócios da <a href="http://www.fhios.com.br/" target="_blank">FHIOS</a>, salientou uma percepção que vem ao encontro daquilo que eu imagino.</p>
<p>Em sua palestra &#8220;<em>Experiência Empírica de Trabalho Comercial no Segmento de Pesquisa e Design Centrado no Usuário</em>&#8220;, Ricardo, que vende Arquitetura de Informação para diversos clientes, afirmou: <em>&#8220;algumas pessoas que fazem os testes de usabilidade falam &#8220;guglê&#8221;</em>, se referindo ao google.</p>
<p>Ou seja, pessoas que usam a Internet exporadicamente são convocadas a fazer testes de usabilidades em interfaces que virarão produtos na web. O google é a ferramenta mais popular e conhecida da web mundialmente, com a maior penetração em todos os países do globo. E ainda sim, há usuário que pronuncia &#8220;<em>guglê</em>&#8220;.</p>
<p>Não tive a oportunidade de conversar com Ricardo para tentar pegar números estatísticos de exemplos de como ainda existem os &#8220;analfabetos digitais&#8221;, termo bastante usado por <a href="http://www.guilhermo.com/" target="_blank">Guilhermo Reis</a>, outro grande pesquisador de Arquitetura de Informação no Brasil. Mas, essa informação vem para confirmar as minhas suspeitas: mesmo com o crescente número de acessos à Internet divulgado pelas pesquisas, nosso país é grande demais para achar que a web seja tão democrática assim.</p>
<p>Na semana passada, travei uma discussão muito saudável com <a href="http://twitter.com/paulo_milreu" target="_blank">@paulo_milreu</a> pelo twitter, na qual ele defendia, baseado em números de pesquisas sobre o setor de impressos, que o jornal morreria dentro de alguns anos. Eu defendo que se ainda existe gente falando &#8220;<em>guglê</em>&#8220;, o jornal mão morre. Há espaço para essa mídia, pelo menos, mais uns 30 ou 40 anos. Isso até que a população seja completa por indivíduos da Geração Y.</p>
<p>E tomara que daqui 3 ou 4 décadas, os indivíduos da Geração Y já possam ser encontrados nas favelas, nas aldeias indígenas &#8211; onde hoje não chega nem saneamento básico e vacinas, por exemplo -, no interior de estados do Nordeste e tantos outros locais fora do eixo Sul &#8211; Sudeste.</p>
<p>Afirmar que o jornal vai morrer, levando em conta o público universitário que encontramos nas faculdades do sudeste é ser bairrista demais! Então, a lição que fica para mim é que nós, que trabalhamos com Informação na Web devemos conhecer cada vez mais o nosso usuário e oferecer a ele o que realmente seja de seu universo. Afinal, conhecendo melhor o público, vamos oferecer a interface perfeita para seus objetivos e, claro, repertório!</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/glauciananunes.wordpress.com/1252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/glauciananunes.wordpress.com/1252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/glauciananunes.wordpress.com/1252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/glauciananunes.wordpress.com/1252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/glauciananunes.wordpress.com/1252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/glauciananunes.wordpress.com/1252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/glauciananunes.wordpress.com/1252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/glauciananunes.wordpress.com/1252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/glauciananunes.wordpress.com/1252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/glauciananunes.wordpress.com/1252/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1252&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/10/05/a-internet-e-mesmo-para-todos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c729b88d93280eef2f0e5eea258da76b?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">glauciana</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/10/gugle.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">gugle</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Novas diretrizes curriculares do ensino de Jornalismo</title>
		<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/30/novas-diretrizes-curriculares-do-ensino-de-jornalismo/</link>
		<comments>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/30/novas-diretrizes-curriculares-do-ensino-de-jornalismo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 14:24:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glauciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://glauciananunes.wordpress.com/?p=1248</guid>
		<description><![CDATA[
A obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de Jornalismo caiu e deve perdurar, pois foi a última instância. Isso rendeu bastante polêmica, inclusive aqui neste espaço.
Entretanto, antes mesmo do diploma não valer mais, o Ministro Fernando Haddad deu a um grupo seleto de pesquisadores e acadêmicos do jornalismo no país a missão de repensar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1248&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/09/jornalismo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1249" title="jornalismo" src="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/09/jornalismo.jpg?w=500&#038;h=268" alt="jornalismo" width="500" height="268" /></a></p>
<p>A obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de Jornalismo caiu e deve perdurar, pois foi a última instância. Isso rendeu bastante polêmica, inclusive <a href="http://glauciananunes.wordpress.com/2009/06/14/nao-obrigatoriedade-do-diploma-jornalistico-democratizacao-da-informacao-ou-leviandade/" target="_blank">aqui neste espaço</a>.</p>
<p>Entretanto, antes mesmo do diploma não valer mais, o Ministro Fernando Haddad deu a um grupo seleto de pesquisadores e acadêmicos do jornalismo no país a missão de repensar o ensino do jornalismo nas universidades brasileiras.</p>
<p>Afinal, estamos no contexto de um sociedade em transformação e o jornalismo não pode mais ser encarado como vem sendo. O <a href="http://download.uol.com.br/educacao/diretrizes_cursos_jornalismo2010.pdf" target="_blank">documento </a>virou a Portaria MEC-SESU 203/2009 e foi empossada no dia 19 de fevereiro de 2009, sob a presidência do professor José Marques de Melo e integrada por Alfredo Vizeu, Carlos Chaparro, Eduardo Meditsch, Luiz Gonzaga Motta, Lucia Araúno, Sergio Mattos e Sonia Virginia Moreira.</p>
<p>Coloco abaixo os pontos salientados pela professora e pesquisadora da FAMECOS, Ana Brambilla, em seu blog <a href="http://anabrambilla.com/blog/2009/09/20/novas-diretrizes-curriculares-do-jornalismo/" target="_blank">Libellus</a>:</p>
<p><strong>Ponto 1:</strong><br />
<em>“… o conteúdo profissional do curso passou a ser caracterizado como “meramente técnico” e destituído do interesse teórico. Por outro lado, a teoria da comunicação evoluiu desvinculada do exercício da profissão, focada numa crítica geral da mídia, sem compromisso com o diálogo para uma intervenção prática na mesma. Em decorrência, os estudantes de Jornalismo desde então têm sido forçados a uma opção dramática e pouco razoável entre negar a sua profissão, em nome do “espírito crítico”, ou desprezar a teoria estudada nos cursos para se voltarem à prática, reproduzida de maneira acrítica e envergonhada.”</em></p>
<p><strong>Ponto 2:</strong> a proposta de Projeto Pedagógico contempla, além de interdisciplinaridade + teoria e prática + graduação e pós + extensão, preocupação com a empregabilidade dos egressos, devendo apresentar:</p>
<p><em>Dar ênfase ao espírito empreendedor e ao domínio científico que gerem pesquisas ao conceber, executar e avaliar projetos inovadores capazes de dar conta das exigências contemporâneas e de ampliar a atuação profissional a novos campos, projetando a função social da profissão em contextos ainda não delineados no presente.</em></p>
<p>e…</p>
<p><em>Atentar à necessidade de preparar profissionais que possam exercer dignamente a atividade como autônomos em um espaço cuja oferta de emprego não cresce na mesma proporção que a oferta de mão de obra;<br />
</em></p>
<p><strong>Ponto 3:</strong><br />
<em>c) Estar focado teórica e tecnicamente na especificidade do jornalismo, com grande atenção à prática profissional, dentro de padrões internacionalmente reconhecidos, comprometidos com a liberdade de expressão, o direito à informação, a dignidade do seu exercício e o interesse público; – grifo dos autores<br />
</em></p>
<p><strong>Ponto 4:</strong><br />
<em>“Eixo de fundamentação contextual , que tem por objetivo embasar o conhecimento das teorias da comunicação, informação e cibercultura, suas dimensões filosóficas, políticas, psicológicas e sócio-culturais, inclusive as rotinas de produção e os processos de recepção, bem como a regulamentação dos sistemas midiáticos, em função do mercado potencial, além dos princípios que regem as áreas conexas.”</em></p>
<p><strong>Ponto 5:</strong><br />
<em>O Mestrado Profissional deve ser avaliado como caminho para atender simultaneamente a dois tipos de demanda: a) capacitar diplomados em outras áreas do conhecimento para a realização de trabalhos estratégicos, como os de consultoria, planejamento e avaliação de produtos jornalísticos, além da expressão opinativa e/ou interpretativa sobre temas peculiares a suas formações de origem, como colaboradores especializados;</em></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/glauciananunes.wordpress.com/1248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/glauciananunes.wordpress.com/1248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/glauciananunes.wordpress.com/1248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/glauciananunes.wordpress.com/1248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/glauciananunes.wordpress.com/1248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/glauciananunes.wordpress.com/1248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/glauciananunes.wordpress.com/1248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/glauciananunes.wordpress.com/1248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/glauciananunes.wordpress.com/1248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/glauciananunes.wordpress.com/1248/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1248&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/30/novas-diretrizes-curriculares-do-ensino-de-jornalismo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c729b88d93280eef2f0e5eea258da76b?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">glauciana</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/09/jornalismo.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">jornalismo</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Prêmio Jabuti 2009 anuncia seus vencedores</title>
		<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/29/premio-jabuti-2009-anuncia-seus-vencedores/</link>
		<comments>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/29/premio-jabuti-2009-anuncia-seus-vencedores/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 20:23:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glauciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[prêmio jabuti]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://glauciananunes.wordpress.com/?p=1243</guid>
		<description><![CDATA[
Nesta terça-feira (23/09), em São Paulo, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou os vencedores da 51ª edição do Prêmio Jabuti. Foram apresentados os três ganhadores (primeiro, segundo e terceiro lugares) em cada uma das 21 categorias do concurso.
O primeiro lugar em cada categoria recebe R$ 3 mil, e os melhores livros do ano de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1243&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/09/livro.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1244" title="livro" src="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/09/livro.jpg?w=500&#038;h=162" alt="livro" width="500" height="162" /></a></p>
<p>Nesta terça-feira (23/09), em São Paulo, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou os vencedores da 51ª edição do Prêmio Jabuti. Foram apresentados os três ganhadores (primeiro, segundo e terceiro lugares) em cada uma das 21 categorias do concurso.</p>
<p>O primeiro lugar em cada categoria recebe R$ 3 mil, e os melhores livros do ano de Ficção e Não-ficção ficam com R$ 30 mil cada um. Em 2009, foi batido o recorde de inscrições no Jabuti: 2.573 obras, cerca de 20% a mais que em 2008, quando participaram 2.131 publicações.</p>
<p>Confira os vencedores de cada uma das 21 categorias da 51ª edição do Prêmio Jabuti:</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Tradução</strong></span></p>
<p><strong>1º lugar</strong> —“A Morte de Empédocles / Friedrich Hölderlin”, Marise Moassaba Curioni (Iluminuras).</p>
<p><strong>2º lugar</strong> —“Satíricon”, Cláudio Aquati (Cosac Naify).</p>
<p><strong>3º lugar </strong>—“Os Irmãos Karamázov – 2 Volumes”, Paulo Bezerra (Editora 34).</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes</strong></span></p>
<p><strong>1º lugar </strong> — “Coleção Princesa Isabel – Fotografia do Século XIX”, Bia e Pedro Corrêa Lago (Capivara Editora)</p>
<p><strong>2º lugar</strong> — “Árvores Notáveis – 200 Anos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro” (livro e guia de bolsa), Andréa Jakobsson Estúdio Editorial (Andréa Jakobsson Estúdio Editorial)</p>
<p><strong>3º lugar</strong> — “Tarsila do Amaral”, Lygia Eluf (Imprensa Oficial do Estado)</p>
<p><strong><br />
<span style="color:#ff0000;">Teoria/Crítica Literária</span></strong></p>
<p><strong>1º lugar </strong> —“Monteiro Lobato: Livro a Livro”, Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini (Editora Unesp / Imprensa Oficial)</p>
<p><strong>2º lugar </strong>—“Pensamento e ‘Lirismo Puro’ na Poesia de Cecília Meireles”, Leila V. B. Gouvêa (Editora Universidade de São Paulo)</p>
<p><strong>3º lugar </strong>—“Literatura da Urgência Lima Barreto no Domínio da Loucura”, Luciana Hidalgo (Annablume Editora)</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Projeto Gráfico</strong></span></p>
<p><strong>1º lugar</strong> —“Fazendas Mineiras”, Marcelo Drummond &amp; Marconi Drummond (Cemig)</p>
<p><strong>2º lugar </strong>—“A História do Brazil de Frei Vicente de Salvador”, Maria Lêda Oliveira (Versal Editores)</p>
<p><strong>3º lugar </strong>—“Isay Weinfeld”, Roberto Cipolla (Bei Editora)</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil</strong></span></p>
<p><strong>1º lugar </strong>—“O Matador”, Odilon Moraes (Editora Leitura) &#8211; BH</p>
<p><strong>2º lugar </strong>—“De Passagem”, Marcelo Cipis (Schwarcz)</p>
<p><strong>3º lugar </strong>— “Alfabeto de Histórias”, Gilles Eduar (Editora Ática)</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Ciências Exatas, Tecnologia e Informática</strong></span></p>
<p><strong>1º lugar</strong> — “Introdução à Quimica da Atmosfera &#8211; Ciência, Vida e Sobrevivência”, Ervim Lenzi e Luzia Otilia Bortotti Favero (LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora)</p>
<p><strong>2º lugar </strong>— “Fundamentos de Metrologia Científica e Industrial”, Armando Albertazzi G. Jr. e André R. de Souza (Editora Manole)</p>
<p><strong>3º lugar</strong> — “Mapa do Jogo”, Lucia Santaella e Mirna Feitoza (Cengage Learning Edições)</p>
<p><strong><br />
<span style="color:#ff0000;">Educação, Psicologia e Psicanálise</span></strong></p>
<p><strong>1º lugar </strong>—“A Voz e o Tempo”, Roberto Gambini (Ateliê Editorial)</p>
<p><strong>2º lugar</strong> —“Religiosidade e Psicoterapia”, Claudia Bruscagin, Adriana Sávio, Fátima Fontes e Denise Mendes Gomes (Editora Roca)</p>
<p><strong>3º lugar</strong> — “Educação à distância: o Estado da Arte”, Fredric Michael Litto (Pearson Education do Brasil)</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Reportagem</strong></span></p>
<p><strong>1º lugar </strong> — “O Livro Amarelo do Terminal”, Vanessa Bárbara (Cosac Naify)</p>
<p><strong>2º lugar</strong> — “O Sequestro dos Uruguaios &#8211; uma Reportagem dos Tempos da Ditadura”, Luiz Cláudio Cunha (L&amp;P Editores)</p>
<p><strong>3º lugar</strong> — “1968 &#8211; o que Fizemos de Nós”, Zuenir Ventura (Editora Planeta do Brasil)</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Didático e Paradidático</strong></span></p>
<p><strong>1º lugar </strong>— “História e Cultura Africana e Afro-Brasileira”, Nei Lopes (Barsa Planeta Internacional)</p>
<p><strong>2º lugar </strong>— “Meu primeiro álbum de piano solo”, Dulce Auriemo (D.A. Produções Artísticas)</p>
<p><strong>2º lugar </strong>- “Coleção cidade educadora &#8211; Diário de bordo do aluno 1 &#8211; Volume Amarelo”, Áureo Gomes Monteiro Júnior, Célia Cris Silva e Júlia Scandiuci Figueiredo (Aymará Edições e Tecnologia)</p>
<p><strong>3º lugar </strong>— “Literatura Infantil Brasileira: um Guia para Professores e Promotores de Leitura”, Vera Maria Tietzmann Silva (Cânone Editorial)</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Economia, Administração e Negócios</strong></span></p>
<p><strong>1º lugar</strong> — “Valores Humanos &amp; Gestão. Novas Perspectivas”, Maria Luisa Mendes Teixeira (organizadora) (Editora Senac São Paulo)</p>
<p><strong>2º lugar </strong>—“Estratégia e Competitividade Empresarial &#8211; Inovação e Criação de Valor”, Luiz Carlos Di Serio e Marcos Augusto de Vasconcelos (Saraiva)</p>
<p><strong>3º lugar </strong>— “Meio Ambiente e Crescimento Econômico: Tensões Estruturais”, Gilberto Dupas (Editora Unesp)</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Direito</strong></span></p>
<p><strong>1º lugar</strong> — “Introdução ao Pensamento Jurídico e à Teoria Geral do Direito Privado”, Rosa Maria de Andrade Nery (Editora Revista dos Tribunais)</p>
<p><strong>2º lugar </strong>—“Execução”, José Miguel Garcia Medina (Editora Revista dos Tribunais)</p>
<p><strong>3º lugar</strong> —“Código de Processo Civil &#8211; Comentado Artigo por Artigo”, Daniel Mitidiero e Luiz Guilherme Marinoni (Editora Revista dos Tribunais)</p>
<p><strong>3ºlugar</strong> &#8211; “Atual Panorama da Constituição Federal”, Carlos Marcelo Gouveia (Saraiva)</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Biografia</strong></span></p>
<p><strong>1º lugar</strong> — “O Sol do Brasil”, Lilia Moritz Schwarcz (Schwarcz)</p>
<p><strong>2º lugar</strong> —“José Olympio, o Editor e sua Casa”, José Mario Pereira (GMT Editores)</p>
<p><strong>3º lugar</strong> —“O Santo Sujo: a Vida de Jayme Ovalle”, Humberto Werneck (Cosac Naify)</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Capa</strong></span></p>
<p><strong>1º lugar </strong>— Moby Dick”, Luciana Facchini (Cosac Naify)</p>
<p><strong>2º lugar</strong> —“Jovem Stálin”, João Baptista da Costa Aguiar (Schwarcz)</p>
<p><strong>3º lugar</strong> —“Introdução à filosofia”, Rex Design (Editora WMF Martins Fontes)</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Poesia</strong></span></p>
<p><strong>1º lugar</strong> —“Dois em um”, Alice Ruiz S. (Editora Iluminuras)</p>
<p><strong>2º lugar </strong>—“Antigos e soltos: poemas e prosas da pasta rosa”, Instituto Moreira Salles (Instituto Moreira Salles)</p>
<p><strong>3º lugar</strong> —“Cinemateca”, Eucanaã Ferraz (Schwarcz)</p>
<p><strong>3ºlugar</strong> &#8211; “Outros barulhos”, Reynaldo Bessa (edição do autor)</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Ciências Humanas</strong></span></p>
<p><strong>1º lugar </strong>-  “História do Brasil &#8211; Uma Interpretação”, Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota  (Editora Senac São Paulo)</p>
<p><strong>2º lugar </strong>— “Veneno Remédio”, José Miguel Wisnik (Schwarcz)</p>
<p><strong>3º lugar</strong> — “A Aparição do Demônio na Fábrica”, José de Souza Martins (Editora 34)</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Ciências Naturais e Ciências da Saúde</strong></span></p>
<p><strong>1º lugar </strong>— “Fundamentos de Dermatologia”, Marcia Ramos-e-Silva e Maria Cristina Ribeiro de Castro (Editora Atheneu)</p>
<p><strong>2º lugar</strong> —“Oftalmogeriatria”, Marcela Cypel e Rubens Belfort Jr. (Editora Roca)</p>
<p><strong>3º lugar </strong>— “Guia de Propágulos &amp; Plântulas da Amazônia”, José Luís Campana Camargo et al (Inpa)</p>
<p><strong><br />
<span style="color:#ff0000;">Contos e Crônicas</span></strong></p>
<p><strong>1º lugar</strong> —“Canalha! – crônicas”, Fabricio Carpinejar (Editora Bertrand Brasil)</p>
<p><strong>2º lugar </strong>—“Ostra feliz não faz pérola”, Rubem Alves (Editora Planeta do Brasil)</p>
<p><strong>3º lugar </strong>—“Os comes e bebes nos velórios das gerais e outras histórias”, Déa Rodrigues da Cunha Rocha (Auana Editora)</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Infantil</strong></span></p>
<p><strong>1º lugar </strong>— “A Invenção do Mundo Pelo Deus-Curumim”, Braulio Tavares (Editora 34)</p>
<p><strong>2º lugar </strong>—“No Risco do Caracol”, Maria Valéria Rezende e Marlette Menezes (Autêntica Editora)</p>
<p><strong>3º lugar </strong>— “Era Outra Vez um Gato Xadrez”, Leticia Wierzchowski (Editora Record)</p>
<p><strong><br />
<span style="color:#ff0000;">Juvenil</span></strong></p>
<p><strong>1º lugar </strong>—“O fazedor de velhos”, Rodrigo Lacerda (Cosac Naify)</p>
<p><strong>2º lugar </strong>—“Cidade dos deitados”, Heloisa Prieto (Cosac Naify)</p>
<p><strong>3º lugar</strong> —“A distância das coisas”, Flávio Carneiro (Edições SM)</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Romance</strong></span></p>
<p><strong>1º lugar</strong> —“Manual da Paixão Solitária”, Moacyr Scliar (Schwarcz)</p>
<p><strong>2º lugar</strong> —“Orfãos do Eldorado”, Milton Hatoum (Schwarcz)</p>
<p><strong>3º lugar</strong> —“Cordilheira”, Daniel Galera (Schwarcz)</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Tradução de obra literária Francês-Português</strong></span></p>
<p><strong>1º lugar </strong>—“O Conde de Monte Cristo”, André Telles e Rodrigo Lacerda (Jorge Zahar Editor)</p>
<p><strong>2º lugar</strong> — “Topografia Ideal para uma Agressão Caracterizada”, Flávia Nascimento (Editora Estação Liberdade)</p>
<p><strong>3º lugar </strong>— “A Elegância do Ouriço”, Rosa Freire D&#8217;aguiar (Schwarcz)</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/glauciananunes.wordpress.com/1243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/glauciananunes.wordpress.com/1243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/glauciananunes.wordpress.com/1243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/glauciananunes.wordpress.com/1243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/glauciananunes.wordpress.com/1243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/glauciananunes.wordpress.com/1243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/glauciananunes.wordpress.com/1243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/glauciananunes.wordpress.com/1243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/glauciananunes.wordpress.com/1243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/glauciananunes.wordpress.com/1243/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1243&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/29/premio-jabuti-2009-anuncia-seus-vencedores/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c729b88d93280eef2f0e5eea258da76b?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">glauciana</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/09/livro.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">livro</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A vida quadrada daqueles que também sonham redondo</title>
		<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/17/1232/</link>
		<comments>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/17/1232/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 14:04:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glauciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas que eu gosto]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
		<category><![CDATA[limite]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[prisão]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://glauciananunes.wordpress.com/?p=1232</guid>
		<description><![CDATA[
Hoje de manhã me lembrei de uma experiência diferente que tive na minha caminhada nesse mundo. Em um determinado momento, a vida prega uma daquelas peças nas pessoas que amamos e isso nos faz enxergar alguns horizontes que, até então, eram muito diferentes dos nossos.
Em um período da minha vida eu e minha família vivemos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1232&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/09/cela.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1233" title="cela" src="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/09/cela.jpg?w=500&#038;h=267" alt="cela" width="500" height="267" /></a></p>
<p>Hoje de manhã me lembrei de uma experiência diferente que tive na minha caminhada nesse mundo. Em um determinado momento, a vida prega uma daquelas peças nas pessoas que amamos e isso nos faz enxergar alguns horizontes que, até então, eram muito diferentes dos nossos.</p>
<p>Em um período da minha vida eu e minha família vivemos a dura realidade de uma penitenciária. Eu nunca estive presa, mas acabei conhecendo &#8211; talvez superficialmente &#8211; um pouco do que passam os detentos.</p>
<p>Me lembro que fui poucas vezes até a delegacia municipal de uma cidade no interior de São Paulo, talvez umas quatro ou cinco. Era sempre em um determinado dia da semana e essas visitas eram muito tristes, pois as mulheres e familiares dos detentos chegavam cedo, muito cedo, se aglomeravam no pátio da delegacia com os filhos saudosos dos pais, com muitas sacolinhas de quitutes e amor.</p>
<p>Em hora certa, a carceiragem abria os portões e todos nós entrávamos no pátio, onde eles tomavam sol e jogavam futebol diariamente. Todas as celas tinham as janelas para aquele pátio. E, durante a semana, a visita era assim: eles dentro das celas, se espremendo na janela, e nós embaixo, com o pescoço levantado tentando falar com eles. A janela não era tão pequena, mas para uns oito homens empoleirados ali e mais tantas pessoas embaixo, tentando arranjar um espacinho para falar com eles&#8230; era uma situação, no mínimo, desconfortável.</p>
<p>A maior parte deles, os que tinham os delitos mais leves, já tinham sido julgados e cumpriam a pena ali mesmo. Os que ainda aguardavam a sentença, provavelmente seriam levados a penitenciárias maiores, estaduais. E esses sim deveriam ter cometido crimes mais sérios, já que precisariam de maior segurança que uma delegacia municipal poderia oferecer.</p>
<p>Ali, naquela cela, junto com a pessoa que amávamos, tinha um garoto da zona rural da região que cumpria pena de 1 ano e 7 meses por ter roubado um porco de um caminhão de transporte animal. Outro, por ter roubado uma bicicleta na padaria. Mas, também havia dois irmãos, de descendência árabe, que eram os cabeças de uma grande organização de receptação de carretas. Tinham largo histórico de roubo de cargas e assassinato de motoristas.</p>
<p>Independente de seus crimes, eram todos seres humanos, que ali naquelas circunstâncias, no momento da visita, só queriam atenção, só queriam saber do mundo lá fora e matar a saudade daqueles que amavam. As famílias, angustiadas, sofriam e se consumiam por eles lá dentro. E encontrávamos todos os tipos de classe social: os mais pobrezinhos, que chegavam com uma marmitinha embaixo do braço, até famílias com carros importados chegando no estacionamento da carceiragem. Lá dentro, eram todos iguais.</p>
<p>Mamãe fazia todas as suas vontades. Lembro-me que entrávamos para a visita munidas de isopores com os mais diversos quitutes: lasanha, esfiha, rosca doce, enroladinho de salsicha, pizza. E mamãe, que sempre teve bom coração, pensava em todos da cela quando elaborava o cardápio. Então, em véspera de visita, aquela cela era a mais animada de toda a delegacia, pois a &#8220;filha do tio&#8221; levaria coisas gostosas para todos. E os regalos não eram apenas gastrômicos. Mamãe levava cigarros para um, palito e cola para o outro que fazia artesanato, sabonetes para aquele mais asseado. Por conta desses mimos, eles poupavam aquele que amávamos dos serviços mais pesados na cela. Diziam para nós, ali da janelinha da cela: &#8220;não deixamos o tio limpar o chão nem limpar o banheiro&#8221;. Engraçado com as pessoas, até  &#8211; talvez na circunstância mais dura de suas vidas &#8211; ainda conseguem ser solidárias.</p>
<p>Eu era nova, devia ter uns 13 ou 14 anos, mas já tinha algumas percepções e consigo me lembrar claramente de muitas dessas situações e dos rostos daqueles homens. Nós, que vivemos aqui do lado de fora, que sempre tivemos boas oportunidades, até ousamos julgar aqueles que cometem crimes e devem pagar por eles, mas nos esquecemos que &#8211; de repente &#8211; são apenas meninos famintos que roubam um porco para alimentar a família em uma roça qualquer, perdida no interior de São Paulo. E sofrem, e sentem saudade e se arrependem de seus feitos.</p>
<p>Havia também a visita do domingo. Não me lembro ao certo, mas me parece que ocorria de 15 em 15 dias. Dessa, eu não tenho tantas lembranças, porque mamãe nunca me deixou entrar. Ela queria me poupar das humilhações pelas quais tinha de passar para entrar no pátio da delegacia e poder estar perto daquele que amávamos.</p>
<p>Além de chegar de madrugada e pegar uma boa senha &#8211; senão não entrava mais, depois que lotava o número determinado de visitas &#8211; era necessário passar pela revista pesada antes de entrar no pátio. Era necessário tirar toda a roupa, as carceireiras revistavam os bolsos das calças, torciam as roupas na busca de algum objeto que pudesse ser parecido com uma arma ou droga. Mas, o ponto máximo da hostilidade era o momento de abaixar a calcinha e agachar três vezes para que, se houvesse algo acomodado na vagina, com esse movimento caísse. Mamãe me poupava dessa parte, mas ela estava lá, cabeça erguida passando por tudo para que pudesse levar um pouquinho de alegria para aqueles que viam seus dias se passar quadrados.</p>
<p>Foram apenas alguns meses de sofrimento. Por sorte, ele acabou rapidamente, mas deixou em mim essa lembrança: de que, apesar dos delitos e crimes que as pessoas cometem, no fundo são todos seres humanos que carregam uma parcela de sentimentos. Que sofrem, que se arrependem, que talvez não tiveram outra escolha. Aprendi a olhar o mundo com um pouquinho menos de julgamento.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/glauciananunes.wordpress.com/1232/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/glauciananunes.wordpress.com/1232/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/glauciananunes.wordpress.com/1232/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/glauciananunes.wordpress.com/1232/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/glauciananunes.wordpress.com/1232/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/glauciananunes.wordpress.com/1232/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/glauciananunes.wordpress.com/1232/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/glauciananunes.wordpress.com/1232/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/glauciananunes.wordpress.com/1232/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/glauciananunes.wordpress.com/1232/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1232&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/17/1232/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c729b88d93280eef2f0e5eea258da76b?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">glauciana</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/09/cela.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">cela</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O que ensinamos a nossos filhos?</title>
		<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/16/o-que-ensinamos-a-nossos-filhos/</link>
		<comments>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/16/o-que-ensinamos-a-nossos-filhos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 19:38:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>glauciana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas que eu gosto]]></category>
		<category><![CDATA[briga]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[limite]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://glauciananunes.wordpress.com/?p=1226</guid>
		<description><![CDATA[
Hoje de manhã, antes de vir para o trabalho, passei na padaria comprar o café da manhã e, enquanto esperava ficar pronto, a televisão &#8211; que transmitia o programa Mais Você, da Ana Maria Braga &#8211; me chamou a atenção.
A jornalista Sandra Annenberg mostrava para Ana Maria as principais notícias do dia e eu fiquei [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1226&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/09/briga.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1227" title="briga" src="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/09/briga.jpg?w=500&#038;h=268" alt="briga" width="500" height="268" /></a><br />
Hoje de manhã, antes de vir para o trabalho, passei na padaria comprar o café da manhã e, enquanto esperava ficar pronto, a televisão &#8211; que transmitia o programa <em>Mais Você</em>, da Ana Maria Braga &#8211; me chamou a atenção.</p>
<p>A jornalista Sandra Annenberg mostrava para Ana Maria as principais notícias do dia e eu fiquei estarrecida assistindo à TV. A reportagem mostrava um vídeo feito pelo celular de um adolescente, na saída de uma escola pública de Araçariguama, interior de São Paulo. O filme era uma briga entre duas garotas.</p>
<p>Até aí, acho que até dá para considerar normal. Eu, <em>baixinha-esquentadinha-que-sempre-fui</em> perdi as contas de quantas vezes briguei na escola na infância e no início da adolescência. O jargão famoso e assustador era o &#8220;te pego na saída&#8221;. Quando diziam isso para mim, eu tremia por dentro, mas não desistia. Encarava a garota e brigava. Quando via que o negócio ia pegar pro meu lado, saia correndo. É, os baixinhos correm como coriscos. Não abaixava a cabeça por nada, mas também não era tonta de apanhar.</p>
<p>Entretanto, o que me deixou assustada vendo a reportagem hoje de manhã, é que a mãe da garota, Meire Aparecida Fernandes, estimula a briga da filha e não deixa que os outros alunos separem. A voz dela também aparece no vídeo feito pele telefone celular.</p>
<p>As frases dela, aos gritos, são:</p>
<p><em>- Não entra ninguém</em></p>
<p><em>- Não vai entrar ninguém</em></p>
<p><em>- É minha filha. Ela vai resolver</em></p>
<p><em>- Mete o pé. Que nem eu te ensinei!</em></p>
<p><em>- Vai. Mete um soco na cara!</em></p>
<p><em>- Seu pai tá no carro<br />
</em></p>
<p>Uma aluna tenta intervir, dizendo para separar a briga e a mãe continua gritando:</p>
<p><em>- Não vai separar não que a filha é minha</em></p>
<p>O filme termina antes da briga acabar e, aparentemente, não foi nada grave. Procurada pela reportagem da TV Globo, a mãe da garota afirma que, sim, que deveria ter incentivado a briga, pois não criou uma filha para apanhar na rua: &#8220;<em>Incentivei, sim. Acho que qualquer mãe, qualquer pai, se visse a filha no chão, por baixo, ia agitar, sim</em>&#8220;.</p>
<p>Meodeos, como assim? Eu até brigava na rua, tinha as minhas pendengas escolares, mas tinha que manter escondidíssimo dos meus pais, pois se eles soubessem que eu estive envolvida em alguma briga, aí sim que eu apanhava mesmo em casa e ficava em severos castigos. Porque, apesar de sermos bem pobres, de eu ter estudado todo o ensino fundamental em escola pública e morarmos na periferia, na Cohab, a violência era algo que meus pais abominavam. E não me estimulavam, claro!</p>
<p>O que parece, pela fala da mãe, é que esse conceito de resolver as coisas na pancada é bem normal e faz parte do modelo de educação. A sua naturalidade ao dar a entrevista me pareceu que realmente isso é comum para ela. Será que eu ainda vivo num mundo muito babaca ou as pessoas estão encarando a violência assim mesmo? Qualquer coisa merece um pega-pra-capá? Que medo! Não é assim que eu pretendo educar meus filhos, definitivamente!</p>
<p>Meire Aparecida Fernandes, a mãe da menina agressora, é responsável pelo transporte público da escola onde a filha estuda. O prefeito de Araçariguama, Roque Hoffmann, disse à reportagem que ela será demitida da escola. Mais que isso, acho que o caso aqui é outro. Não sei o que caberia para essa mulher, mas essa punição não resolve a forma como ela enxerga a vida. Esse é o pior e eu não sei se tem conserto. Tristíssimo!<br />
<em> </em></p>
<p><strong>Clique <a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1124734-7823-MAE+ESTIMULA+FILHA+A+BRIGAR+NA+RUA,00.html" target="_blank">aqui </a>para ver o vídeo, que mostra a reportagem completa.<br />
</strong></p>
<p><em><br />
</em></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/glauciananunes.wordpress.com/1226/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/glauciananunes.wordpress.com/1226/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/glauciananunes.wordpress.com/1226/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/glauciananunes.wordpress.com/1226/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/glauciananunes.wordpress.com/1226/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/glauciananunes.wordpress.com/1226/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/glauciananunes.wordpress.com/1226/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/glauciananunes.wordpress.com/1226/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/glauciananunes.wordpress.com/1226/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/glauciananunes.wordpress.com/1226/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=glauciananunes.wordpress.com&blog=4777402&post=1226&subd=glauciananunes&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/16/o-que-ensinamos-a-nossos-filhos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c729b88d93280eef2f0e5eea258da76b?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">glauciana</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://glauciananunes.files.wordpress.com/2009/09/briga.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">briga</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>